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A pintura encarnada

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A pintura encarnada

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A pintura encarnada é texto inaugural na obra de Georges Didi- Huberman. Desde então, firmou-se como um teórico particularmente interessado em "interrogar o tom de certeza que impera tão frequentemente na bela disciplina da historia da arte". Neste estudo, ele recupera um texto literário como matriz historiográfica de ancestrais questionamentos sobre a arte. Contudo, a literatura não é aqui mero depositário das tópicas, consequente chave interpretativa para os sintagmas da pintura. Mais que simplesmente metaforizar uma leitura que se pretende arborescente, ela ajuda a pôr em pauta uma constelação de sentidos (do sema, da aisthesis, do pathos), para além dos modelos teóricos hegemônicos, que desconsideram as circulações entre elementos visuais contraditórios. SUMÁRIO Prefácio à edição brasileira, por Osvaldo Fontes Filho A dúvida (a sapiência) do pintor Sapiência e sentido. O jorro de cor, o jorro de humor. O fantasma do sangue na pintura. A questão do “golpe” que partilha. Dúvida e gênio maligno: eu pinto, eu existo. Entre histeria e melancolia. A “loucura da dúvida com delírio do tato”. Pode-se contar a cor, calcular o humor? Ruborizações, dúvidas e decisões. O encarnado A exigência da carne na pintura. Cor (fardo) e colorido (vida). Entre as carnes e a pele, profundidade e superfície. O cinabro e o sangue (Cennini). Vicissitudes do encarnado (Diderot). O encarnado, aquilo pelo qual a pintura se sonha como dotada de sintoma. O encarnado como o ideal e o cúmulo do colorido (Hegel). O Ineinander (profundidade e transparência) e a “animação interior” do colorido. O pano A cor não é uma superfície. O diáfano segundo Aristóteles e Dolce. A pele não é uma superfície. O engendramento das superfícies segundo Descartes. A exigência pictórica do interstício. Forma e dobra: a teoria espectral de Balzac. O quadro não é uma superfície. O fantasma e a noção de subjétil. Paradigmas do nó e da trança. A carne segundo Merleau-Ponty. O que é o pano? Vermeer. A violência disjuntiva e a estrutura de alienação. Pele, plano, pano. Efeito de pano e proximidade. Ticiano. Aproximar-se: o incerto, o obstáculo, o jogo do longínquo. O momento-cúmulo da função háptica. Efeito de pano e delusão. O fenômeno-índice do corpus no opus. “Há uma mulher ali embaixo”. A dúvida (o desejo) do pintor A troca perversa “mulher por mulher”. A noção de hímen. A aporia do contrato, a mulher inaproximável. Frenhofer e Orfeu: a prova da inoperância. O encarnado como colorido-inferno. A mancha e o desejo (Ticiano). O sangue, substância espectral do desejo (Michelet). O encarnado como doença da pose. Pose e pudor. Pudor e falta (Vico). Frenhofer e Pigmalião: raiva, desejo, pudor. Do opus ao corpus: a dialética do “quase”. A mulher sem escala. Medida ou detalhe. A mulher-fulgor: venustas e fetichização. Frenhofer e Protógenes. A des-localidade do quadro. O detalhe Efeito de pano, efeito de detalhe. O pé como iconologia da Impossível pintura (Horápolo, Ripa). Detalhe e fetichização. Entre o ideal e o dejeto. Teoria balzaquiana do mover-se: “tudo mostrar, mas nada deixar ver”. Deidade da mulher. O hiper-reconhecimento e o não-senso do detalhe único. Iconografia/icnografia. A marmorização do pé de Catherine. Perversidades (loucuras e magias) do mármore de Paros. Semiose pictórica e semiose escultórica. As origens minerais do corpo e da pintura. Corpo — eternamente — desaparecente. O mover-se de Gradiva. Entre fetiche e relíquia: luto e beleza. A imobilidade “psíquica” do pé de Catherine. A dúvida (a dilaceração) do pintor Petrificação e desaparecimento (o colossos). Retorno a Pigmalião e Orfeu. O sangue das pedras, a morte do herói. A inencontrável Vênus. A mulher única, toda, original (Pandora). O objeto velado, emurado, da pintura. Quando o quadro mostra sua pintura. Ticiano. Quando o ideal do encarnado produz a desfiguração dos corpos. Magia do colorido (Diderot, Hegel). Tirania do pano ou tirania do detalhe. A ruína do fetiche. A carne informe. A pintura tem os meios de sua autodevoração. A hipótese autoscópica. Frenhofer, como consciência dilacerada. Poderes antitéticos do humor. Noção antitética de Venus. Lágrimas, espuma e sangue. A Obra-Prima Desconhecida, por H. de Balzac Referências Bibliográficas
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editora Escuta
Autor GEORGES DIDI-HUBERMAN
ISBN-13 9788571373235
Edição 1
Ano da edição 2012
Número de Páginas 192
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