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Quando não é quase a mesma coisa

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Quando não é quase a mesma coisa
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No presente trabalho examinamos a atividade de tradução, compreendendo-a como um processo de criação em que o tradutor é um servidor da verdade do autor e suporte da alteridade deste. Não se trata, pois, de fidelidade ao texto, mas de lealdade ao homem que se faz presente no texto. As palavras do autor iluminam o leitor e devem continuar a fazê-lo quando vertidas em outra língua. De outro modo, se adulteradas, dois atos de violência são cometidos simultaneamente: contra o autor e contra o leitor, pois as palavras do autor formam um campo enevoado que tornam curta a visão do leitor. Para realizar o trabalho, tomamos traduções de obras do pensador soviético Lev Semionovitch Vigotski como emblemáticas e, com base na análise de traduções feitas no Brasil, procuramos demonstrar como certos equívocos e descuidos na tradução constituem adulterações de conceitos fundamentais de sua teoria e distorcem seriamente suas ideias. Para a elaboração da tese, procedemos a um amplo levantamento bibliográfico, assim como realizamos um trabalho de cotejamento textual de edições brasileiras e estrangeiras. Foi necessário também o aprofundamento de conceitos apresentados por Vigotski, o que foi feito por meio de pesquisas em fontes russas sobre a trajetória de publicações de alguns de seus textos, de entrevistas com seus familiares e com alguns estudiosos russos da teoria histórico-cultural. Discutimos as opções de alguns tradutores de textos de Vigotski e analisamos a trajetória de algumas de suas obras na União Soviética, na Rússia e no Brasil. Com base no exame detalhado de alguns conceitos basilares de sua teoria, apresentamos e justificamos algumas sugestões alternativas de tradução, bem como procuramos mostrar que algumas adulterações intencionais na tradução de obras de Vigotski escondem-se sob um véu ideológico quase imperceptível para o leitor. Finalmente, com base em fatos, documentos e depoimentos, trazemos algumas informações inéditas no Brasil sobre a trajetória profissional de Vigotski, destacando, entre elas, a sua relação com Aleksei Nikolaievitch Leontiev e a importância deste para a psicologia soviética, ao contribuir para a elaboração e o desdobramento da teoria histórico cultural.

Sobre o Autor

Sobre o Autor

Filha de pais comunistas, Zoia Prestes viveu exilada de 1970 a 1985 em Moscou, capital da então União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), onde se formou em pedagogia e psicologia pré-escolar pela Universidade Estatal de Pedagogia de Moscou. Na mesma instituição, obteve o título de mestre em educação. Em 2010, obteve o título de doutora em educação pela Universidade de Brasília (UnB). Tradutora de obras da literatura russa para o português, atualmente se dedica à tradução das obras de L. S.Vigotski. É professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF) e desenvolve pesquisas nas áreas da pedagogia e da psicologia com base na teoria histórico-cultural soviética e russa.

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editora Autores Associados
Categoria O.filosofia
Autor Zoia Prestes
ISBN-13 9788574962887
Edição 1
Ano de Lançamento 2012
Número de Páginas 272
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