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CORPO, SINTOMA E PSICOSE: LEITURAS DO CONTEMPORANEO

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CORPO, SINTOMA E PSICOSE: LEITURAS DO CONTEMPORANEO
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Com o surgimento da clínica médica, estabelece-se a possibilidade de um conhecimento sobre a singularidade do ser humano cujos protagonistas são o enfermo e sua enfermidade. Os fundamentos da subjetividade então construídos conformam a base sobre a qual, várias décadas depois, Sigmund Freud assenta a descoberta do inconsciente. Hoje, mais de um século após o nascimento da psicanálise, as transformações do mundo contemporâneo, muitas delas calcadas na suposta obrigatoriedade de soluções imediatas, não só retornam sobre as práticas médicas, como também incidem nas contribuições clínicas do legado freudiano. Nesse contexto, o modo como se deve tomar a clínica representa uma espécie de divisor de águas de qual é o papel da psicanálise em face do sintoma, mas também do corpo e da loucura. O sintoma é sempre contemporâneo, uma vez que canaliza a forma como o gozo se realiza, ou as transformações na filiação e no parentesco ligadas às novas tecnologias reprodutivas e as atuais formas de uso e funcionamento do corpo implicam conseqüências clínicas que exigem um remanejamento do campo simbólico? Diante da psicose, é preciso contar com a aliança entre a psiquiatria e a ciência ou ater-se aos princípios da psicanálise e sustentar sua transmissão pela via da própria clínica? Os textos aqui reunidos, originalmente apresentados no IV Colóquio do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abordam o corpo, o sintoma e a psicose à luz das relações que a psicanálise mantém com a medicina, a psiquiatria, a saúde mental e a antropologia. Ao sustentar a referência clínica à idéia de singularidade, sua principal contribuição é indagar se o dispositivo psicanalítico, mesmo que em suas formas ampliadas, ainda mantém seu vigor diante do que acontece hoje no mundo ou se, eventualmente, seria preciso revisitar confins de seus conceitos, para que estes continuem a ajudar aqueles que se dispõem a tratar o mal-estar da civilização e dos sujeitos contemporâneos.
Sumário

Summary

Com o surgimento da clínica médica, estabelece-se a possibilidade de um conhecimento sobre a singularidade do ser humano cujos protagonistas são o enfermo e sua enfermidade. Os fundamentos da subjetividade então construídos conformam a base sobre a qual, várias décadas depois, Sigmund Freud assenta a descoberta do inconsciente. Hoje, mais de um século após o nascimento da psicanálise, as transformações do mundo contemporâneo, muitas delas calcadas na suposta obrigatoriedade de soluções imediatas, não só retornam sobre as práticas médicas, como também incidem nas contribuições clínicas do legado freudiano. Nesse contexto, o modo como se deve tomar a clínica representa uma espécie de divisor de águas de qual é o papel da psicanálise em face do sintoma, mas também do corpo e da loucura. O sintoma é sempre contemporâneo, uma vez que canaliza a forma como o gozo se realiza, ou as transformações na filiação e no parentesco ligadas às novas tecnologias reprodutivas e as atuais formas de uso e funcionamento do corpo implicam conseqüências clínicas que exigem um remanejamento do campo simbólico? Diante da psicose, é preciso contar com a aliança entre a psiquiatria e a ciência ou ater-se aos princípios da psicanálise e sustentar sua transmissão pela via da própria clínica? Os textos aqui reunidos, originalmente apresentados no IV Colóquio do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, abordam o corpo, o sintoma e a psicose à luz das relações que a psicanálise mantém com a medicina, a psiquiatria, a saúde mental e a antropologia. Ao sustentar a referência clínica à idéia de singularidade, sua principal contribuição é indagar se o dispositivo psicanalítico, mesmo que em suas formas ampliadas, ainda mantém seu vigor diante do que acontece hoje no mundo ou se, eventualmente, seria preciso revisitar confins de seus conceitos, para que estes continuem a ajudar aqueles que se dispõem a tratar o mal-estar da civilização e dos sujeitos contemporâneos.
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editora Contracapa
Autor ANA CRISTINA FIGUEIREDO
ISBN-13 9788577400027
Edição
Ano da edição 2006
Número de Páginas 118
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