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Memoria politica, repressao e ditadura no brasil

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Memoria politica, repressao e ditadura no brasil
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Mais que isso, traz à luz a memória da resistência e da luta política dos movimentos sociais populares que recusam as versões instituídas pela memória oficial. Ao longo do livro, a autora procura mostrar que na memória das lideranças políticas (sindicais e comunitárias) entrevistadas ainda estão presentes os legados da repressão policial, da impunidade e do autoritarismo na sociedade brasileira especialmente nas instituições políticas, policiais e, no interior das próprias organizações comunitárias e movimentos em que participam. Não obstante, na contramão da história aparece um legado especialmente importante para os movimentos sociais: a existência de uma memória política construída pelos movimentos sociais que se preocupam em transmitir às novas gerações os acontecimentos ocorridos no período da ditadura militar. Embora admitamos que exista um processo de "esquecimento" forjado e legitimado por uma "memória oficial", que se fundamentou na propagação do terror e do medo ou na ocultação dos acontecimentos de violência política – produzindo a alienação e a desmobilização da grande maioria da população brasileira que não se envolve em ações políticas, é fundamental destacar que a experiência de participação possibilita a reconstrução de uma memória política, que rompe com essa alienação por meio da crítica à memória oficial, potencializando os que hoje atuam nos movimentos sociais a continuarem a luta contra o autoritarismo político, a dominação e a injustiça, em busca de uma sociedade que de fato seja justa e democrática. "Memória Política, Repressão e Ditadura no Brasil" é um livro que demarca o ponto de partida de uma nova frente de pesquisa no Brasil. Além de oferecer um estudo empírico complexo sobre a memória e a consciência política, a autora também aproxima o leitor e o pesquisador brasileiro dos estudos e teorias desenvolvidas no exterior sobre esse tema, até hoje relativamente esquecido em nosso meio. Por essas duas razões, acreditamos que o trabalho de Soraia Ansara seja um passo importante na direção de focalizar a memória psicopolítica como um dos aspectos centrais a serem considerados no estudo da realidade política brasileira" (Salvador Sandoval).     Soraia Ansara  é mestre (2000) e doutora (2005) em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, licenciada em Filosofia pelas Faculdades Associadas Ipiranga (1993). Atualmente é professora titular da Uniradial Estácio e educadora social do Instituto Sedes Sapientiae, atuando na assessoria aos movimentos sociais e Secretarias Municipais de Educação. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social e Psicologia Política, atuando principalmente nos seguintes temas: memória política, movimentos sociais, consciência política, participação política e intervenção psicossocial em comunidades. Tem também experiência na área da educação, com ênfase em fundamentos da educação e formação de professores. É membro da Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP). CAPÍTULO I - As Possibilidades da Memória e seus desdobramentos Epistemológicos   1.1 Circunscrevendo o estudo da memória nos marcos de referência da psicologia social   1.2 Da Psicologia Social à Psicologia Política: a memória coletiva e sua relação com o comportamento político   1.3 Os diferentes enfoques e tradições da Memória Social   1.3.1 A Psicologia da Memória   1.3.2 A Sociologia da Memória de Halbwachs   1.3.3 A construção social da memória CAPÍTULO II - MEMÓRIA COLETIVA DE EVENTOS POLÍTICOS   2.1 Eventos Políticos ou Públicos   2.1.1 Os Estudos da Memória e a Experiência Espanhola   2.1.2 Os Estudos da Memória e a Experiência Britânica   2.1.3 Os Estudos da Memória e a Perspectiva Italiana   2.1.4 Os Estudos da Memória e a Experiência Belga   2.1.5 Os Estudos da Memória nos EUA   2.2 Memória de eventos traumáticos na Europa e na América Latina   2.2.1 Memória e trauma na Espanha: o peso da Guerra Civil e da Ditadura Franquista   2.2.2 Memória e trauma na França: O peso da II Guerra e do Holocausto   2.2.3 Ditadura, trauma psicossocial e memória na sociedade chilena   2.2.4 Memória coletiva e genocídio na Guatemala   2.3 Memórias da repressão política no Cone Sul   2.4 Os estudos da memória da repressão no Brasil CAPÍTULO III - DA DITADURA À DEMOCRACIA: CONHECENDO A HISTÓRIA PARA COMPREENDER A MEMÓRIA   3.1 A Ditadura Militar no Brasil   3.1.1 Revisitando a história do primeiro governo militar   3.1.2 O rigor do Governo Médici   3.1.3 A abertura Política e o começo da "redemocratização"   3.1.4 A "redemocratização": vinte e um anos depois   3.1.5 A luta pela anistia e apuração dos crimes cometidos na Ditadura   3.2 Os movimentos sociais no processo de transição à democracia CAPÍTULO IV - CONSTRUINDO OS PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS DA PESQUISA SOBRE MEMÓRIA NA PERSPECTIVA PSICOPOLÍTICA   4.1 Seleção dos entrevistados   4.2 As Entrevistas   4.3 Os Questionários   4.4 Perfil dos entrevistados   4.4.1 Lideranças sindicais   4.4.2 Lideranças comunitárias   4.4.3 Estudantes Universitários   4.5 A construção das categorias analíticas no estudo da memória política CAPÍTULO V - ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS, LIDERANÇAS COMUNITÁRIAS E SINDICAIS CONSTRUINDO A MEMÓRIA POLÍTICA DA DITADURA MILITAR NO BRASIL   5.1 As tramas da memória política: marcas do que ficou   5.1.1 A memória das lideranças sindicais   5.1.2 A memória das lideranças comunitárias   5.1.3 A memória dos estudantes universitários   5.2 As fontes da memória: as testemunhas, a militância, a escola e os veículos de informação   5.3 Representação e significados do período para a sociedade brasileira   5.3.1 Atraso e um período drástico e muito ruim para o país   5.3.2 Luta, organização e resistência   5.3.3 Compromisso e conquista   5.3.4 Reflexão, valorização da história e posicionamento político   5.3.5 Letargia do povo   5.3.6 Uma marca, um período nebuloso, um vácuo   5.3.7 Uma lacuna na história brasileira   Comparação entre as representações e significados atribuídos à ditadura por lideranças e estudantes CAPÍTULO VI - OS IMPACTOS SOCIAIS E PSICOPOLÍTICOS NA CONSTRUÇÃO SOCIAL DA MEMÓRIA   6.1 O legado da ditadura: repressão policial, impunidade, autoritarismo   6.1.1 A falta de uma consciência política democrática   6.1.2 A vivência de uma falsa democracia   6.1.3 A concentração do poder que leva uma ideia de política como coisa ruim, é umacoisa nefasta   6.1.4 O medo de se organizar - desmobilização social   6.1.5 A atitude repressiva nas greves e manifestações populares   6.1.6 Impunidade e violação aos direitos humanos   6.1.7 A ocultação dos acontecimentos por meio da manipulação da mídia   6.2 A existência de uma Memória Política construída pelos Movimentos Sociais   6.2.1 O conhecimento do passado potencializa a ação dos movimentos sociais hoje   6.2.2 A importância da consciência política - a luta contra o esquecimento   6.2.3 Os que vivenciaram a violência política, a tortura, deram uma lição de cidadania para o país!   6.2.4 A conquista da liberdade e o aprendizado para o futuro   6.2.5 Os espaços memoriais criados pelas comunidades e movimentos sociais   6.3 O "processo de redemocratização " e seus impactos sociais e psicopolíticos CAPÍTULO VII - MEMÓRIA POLÍTICA: AS INTERFACES ENTRE MEMÓRIA COLETIVA E CONSCIÊNCIA POLÍTICA   7.1 Histórias contadas x Lembranças dos entrevistados   7.1.1 Histórias contadas pelas testemunhas   7.1.2 Repressão e Resistência nas lembranças dos entrevistados   7.1.3 Lembranças significativas e aproximações com as histórias contadas   7.2 Militância política x Memória Política   7.3 Impacto Pessoal e Político   7.3.1 Impacto pessoal (direto)   7.3.2 Impacto político (indireto) CAPÍTULO VIII - A MEMÓRIA COMO ESTRATÉGIA DE RESISTÊNCIA E LUTA POLÍTICA   8.1 As políticas de esquecimento   8.2 Políticas da Memória: A luta contra o esquecimento   8.2.1 A memória de resistência das classes populares   8.2.2 Abrir os arquivos da época da ditadura   8.2.3 A necessidade de reparação: não à impunidade   8.2.4 Desmontar os mecanismos de institucionalização da memória social   8.2.5 Preservar a memória da ditadura   8.2.6 Combate à repressão policial: não à criminalização da sociedade ,
Sumário

Summary

"Memória Política, Repressão e Ditadura no Brasil" traz para o público uma das maneiras de narrar a história de um período de tanta repressão como foi o da ditadura militar no Brasil, quase sempre relegada aos subterrâneos da História e da memória oficial. Mais que isso, traz à luz a memória da resistência e da luta política dos movimentos sociais populares que recusam as versões instituídas pela memória oficial.

Ao longo do livro, a autora procura mostrar que na memória das lideranças políticas (sindicais e comunitárias) entrevistadas ainda estão presentes os legados da repressão policial, da impunidade e do autoritarismo na sociedade brasileira especialmente nas instituições políticas, policiais e, no interior das próprias organizações comunitárias e movimentos em que participam. Não obstante, na contramão da história aparece um legado especialmente importante para os movimentos sociais: a existência de uma memória política construída pelos movimentos sociais que se preocupam em transmitir às novas gerações os acontecimentos ocorridos no período da ditadura militar.

Embora admitamos que exista um processo de "esquecimento" forjado e legitimado por uma "memória oficial", que se fundamentou na propagação do terror e do medo ou na ocultação dos acontecimentos de violência política – produzindo a alienação e a desmobilização da grande maioria da população brasileira que não se envolve em ações políticas, é fundamental destacar que a experiência de participação possibilita a reconstrução de uma memória política, que rompe com essa alienação por meio da crítica à memória oficial, potencializando os que hoje atuam nos movimentos sociais a continuarem a luta contra o autoritarismo político, a dominação e a injustiça, em busca de uma sociedade que de fato seja justa e democrática.

"Memória Política, Repressão e Ditadura no Brasil" é um livro que demarca o ponto de partida de uma nova frente de pesquisa no Brasil. Além de oferecer um estudo empírico complexo sobre a memória e a consciência política, a autora também aproxima o leitor e o pesquisador brasileiro dos estudos e teorias desenvolvidas no exterior sobre esse tema, até hoje relativamente esquecido em nosso meio. Por essas duas razões, acreditamos que o trabalho de Soraia Ansara seja um passo importante na direção de focalizar a memória psicopolítica como um dos aspectos centrais a serem considerados no estudo da realidade política brasileira" (Salvador Sandoval).

Sobre o Autor

Sobre o Autor

Soraia Ansara  é mestre (2000) e doutora (2005) em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, licenciada em Filosofia pelas Faculdades Associadas Ipiranga (1993). Atualmente é professora titular da Uniradial Estácio e educadora social do Instituto Sedes Sapientiae, atuando na assessoria aos movimentos sociais e Secretarias Municipais de Educação. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Social e Psicologia Política, atuando principalmente nos seguintes temas: memória política, movimentos sociais, consciência política, participação política e intervenção psicossocial em comunidades. Tem também experiência na área da educação, com ênfase em fundamentos da educação e formação de professores. É membro da Associação Brasileira de Psicologia Política (ABPP).

Detalhes do Produto

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editora Jurua
Autor SORAIA ANSARA
ISBN-13 9788536222059
Edição
Ano da edição 2008
Número de Páginas 382
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