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O desejo perverso

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O desejo perverso

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Descrição

Detalhes

Sofrer ou fazer o mal requer a certeza da impunidade. Deve-se destacar a diferença entre causar dor, sofrer dor, crueldade, humilhação, e o desaparecimento, a perda de si mesmo. A dessubjetivação, o anonimato, a instrumentalização, a reificação e o objeto inanimado como causa do desejo são nomes equivalentes para o desaparecimento, que é magistralmente colocado por Gide em sua obra e que o autor escolhe entre os livros de cabeceira para demonstrar que o desejo é idêntico à quebra da versão tida como natural, sua perversão ou inversão.O desejo, então, só poderá ser perverso, mas esse fundo perverso comum a todo desejo não significa apagar a diferença entre a estrutura do desejo estritamente perverso e os fantasmas perversos dos neuróticos. Nesta incursão pelo demoníaco que habita cada um, vamos nos deparar com o voto de morte ao feminino na discussão em que Mario Fleig coteja o particular e o universal por meio de seus dois pilares, a ciência e a religião. O autor também nos leva aos detalhes das condições de uma clínica da perversão e à interpretação do paradoxo do desejo do perverso por meio de uma entrevista com Charles Melman.

Sumário

Summary

Apresentação............................................ 07

Introdução.................................................. 11

Capítulo 1 ................................................. 15

- A perversão

- Um conceito polissêmico

- O interesse de Freud pela perversão

- Duas cartas de Freud a Fliess: marcos na questão da perversão

- Recalcamento e pensamento súbito

- Recalcamento orgânico

- Temporalidade e parada no processo de subjetivação

- A distância entre a perversão e a neurose

- Teoria sexual infantil: a recusa e o primado do falo

- Três tempos da recusa da castração

- A manutenção da contradição e o deslocamento do valor

Capítulo II..................................................... 47

- O saber

- Duas formas de lidar com o saber: a paranóia e a perversão

- O saber e sua articulação na perversão e na paranóia

- Inflação de linguagem objetivada e inflação de subjetividade egóica

Capítulo III.................................................... 59

- O desejo só poderá ser perverso

- Fenômenos elementares na perversão: o inanimado, o anonimato

- O desejo perverso na literatura

- O que Gide ensina ao psicanalista?

- Cena em Gide

- O trauma infantil estruturante

- A separação entre o amor e o desejo

- Por que o masoquismo pode constituir a posição perversa mais radical?

- O que diferencia o sujeito melancólico da posição do sujeito perverso supremo?

- A perversão comum e a instrumentalização

- Hipóteses sobre a violência e os efeitos da colonização

- A nova demonologia

Capítulo IV.................................................. 143

- O desejo perverso e sua interpretação

- O debate das luzes

- Voto de morte ao feminino

- As condições de uma clínica da perversão

- A interpretação do paradoxo do desejo do perverso

Apêndice..................................................... 159

- Entrevista com Charles Melman: A lógica da perversão

Sobre o Autor

Sobre o Autor

Mario Fleig
Psicanalista membro da Association lacanienne internationale, um dos fundadores da Escola de Estudos Psicanalíticos, doutor em Filosofia e professor da Unisinos.

Informação Adicional

Informação Adicional

editora Cmc
Categoria P.Perversão
Autor MARIO FLEIG
ISBN 8588640120
ISBN-13 9788588640122
Edição 1
Ano de Lançamento 2008
Número de Páginas 166
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