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O inferno do dever

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Do presente estudo, publicado pela primeira vez em 1990, pode-se dizer que ele se origina, não tanto da historia da psicanálise, senão de uma historia analítica no sentido em que a analise é historia. Uma historia não fossilizada, de que testemunha o fato desta segunda edição de Marguerite, ou a Aimée de Lacan comportar importantes precisões, retificações e análises suplementares, aos quais a psicanálise deve tanto, o Homem dos ratos e o Embora faça dessa neurose o dialeto cuja língua materna seria a histeria, ele no entanto a apresenta como o campo privilegiado da investigação analítica futura. Expõe as fantasias de onipotência, a compulsão, a repetição e os mecanismos de defesa tão particulares dessa estrutura, mas a motivação última dela lhe resta enigmática, porque ele não concebe que a mãe possa odiar sua progenitura. Contrariamente às idéias recebidas, o obsessivo não visa à morte do Outro, mas à sua, tanto mais porque ele é um outro - objeto e não sujeito -designado para ocupar para sua mãe o lugar de um ideal instrumento a manipular, do falo que ele não quer ser. De onde o impossível de seu desejo e seu encarniçamento que não é masoquista, mas auto-sádico. A ambivalência da mãe com relação a seu filho, o relativo descrédito no qual ela mantém o pai, tal é a chave de abóbada desse equilíbrio infernal que, para que o sujeito se assegure sempre de sua própria reserva de poder, obriga-o a erigir barreiras contra uma mãe exigente que primeiro o adorou e depois o humilhou. Sem ser gressivo, mas com todas as defesas prontas, a que ele se recusa? A ser objeto do gozo da mãe. A sombra de um pai, considerado como incapaz de satisfazê-la, protege o obsessivo para que ele nunca caia na psicose: ninguém mais do que ele se prende à letra, à pequena diferença, testemunhando a existência da lei. Pela reflexão sobre seus próprios casos e graças aos conceitos herdados de Lacan - o Outro, o gozo, o impossível, o esvaecimento do sujeito -, Denise Lachaud reorienta com clareza o olhar para a clínica freudiana dessa neurose, numa obra que conclui sobre essa questão.
Sumário

Summary

Do presente estudo, publicado pela primeira vez em 1990, pode-se dizer que ele se origina, não tanto da historia da psicanálise, senão de uma historia analítica no sentido em que a analise é historia. Uma historia não fossilizada, de que testemunha o fato desta segunda edição de Marguerite, ou a Aimée de Lacan comportar importantes precisões, retificações e análises suplementares, aos quais a psicanálise deve tanto, o Homem dos ratos e o Embora faça dessa neurose o dialeto cuja língua materna seria a histeria, ele no entanto a apresenta como o campo privilegiado da investigação analítica futura. Expõe as fantasias de onipotência, a compulsão, a repetição e os mecanismos de defesa tão particulares dessa estrutura, mas a motivação última dela lhe resta enigmática, porque ele não concebe que a mãe possa odiar sua progenitura. Contrariamente às idéias recebidas, o obsessivo não visa à morte do Outro, mas à sua, tanto mais porque ele é um outro - objeto e não sujeito -designado para ocupar para sua mãe o lugar de um ideal instrumento a manipular, do falo que ele não quer ser. De onde o impossível de seu desejo e seu encarniçamento que não é masoquista, mas auto-sádico. A ambivalência da mãe com relação a seu filho, o relativo descrédito no qual ela mantém o pai, tal é a chave de abóbada desse equilíbrio infernal que, para que o sujeito se assegure sempre de sua própria reserva de poder, obriga-o a erigir barreiras contra uma mãe exigente que primeiro o adorou e depois o humilhou. Sem ser gressivo, mas com todas as defesas prontas, a que ele se recusa? A ser objeto do gozo da mãe. A sombra de um pai, considerado como incapaz de satisfazê-la, protege o obsessivo para que ele nunca caia na psicose: ninguém mais do que ele se prende à letra, à pequena diferença, testemunhando a existência da lei. Pela reflexão sobre seus próprios casos e graças aos conceitos herdados de Lacan - o Outro, o gozo, o impossível, o esvaecimento do sujeito -, Denise Lachaud reorienta com clareza o olhar para a clínica freudiana dessa neurose, numa obra que conclui sobre essa questão.
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editora Cia de Freud
Autor DENISE LACHAUD
ISBN-13 9788577240180
Número de Páginas 0
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