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Os corpos falantes - e a normatividade do supersocial

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Os corpos falantes - e a normatividade do supersocial
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"Nós nos perguntamos quais são as invenções que os sujeitos fabricam nos dias de hoje para defender-se do real da morte, do sexo e do desamparo.
Partimos da perspectiva inaugurada por Michel Foucault de um rebaixamento geral da lei simbólica à norma social. A norma social em Foucault define-se por seu caráter produtivo e, nesse sentido, não se confunde com um princípio de separação entre o lícito e o ilícito nem com um dispositivo de mera repressão ou restrição.

Cabem, na abrangência de eu significado, as normas de comportamento, as normas sociais, as normas de conduta, as normas que regulam os saberes, as normas que prescrevem ações e que, relativamente à época moderna, funcionam segundo as formas de disciplina dos corpos e da regulação da vida biológica das populações. Nesse sentido, no campo de interrogação constituído pela analítica do poder em Foucault, trata-se também de buscar compreender as formas de implicação entre norma (disciplina e biopolítica) e as estruturas formais do direito. De tal forma que o filósofo poderá afirmar, no capítulo final de A vontade de saber, que na época moderna a "lei funciona cada ve mais como norma".

Quando o pacto simbólico é rebaixado ao nível do contrato intersubjetivo - isto é, quando a responsabilidade subjetiva devpem responsabilidade do Estado - o sintoma histérico, neurose clássica, pode dar lugar às neuroses de caráter, à psicose ordinária e às perversões banais.

A prática do psicanalista hoje demonstra a rarefação das formações do inconsciente (sonhos, sintomas, atos falhos) como respostas ao real. Nos dias de hoje os semblantes, verdadeiros operadores metafóricos sobre a relação do sujeito como ogozo, faltam. Por esta razão, a ordem simbólica, afetada pela disjunção radical entre o significante e o significado, precisa do contrato entre pares, da norma e da rotina para regular o corpo e o laço social. A recriminações culposas dos obsessivos nos dias de hoje são tentativas do sujeito de adaptar-se aos moldes de uma conduta supersocial, isto é, de uma submissão aos usos comuns e banais da rotina.


Nas psicoses, as marcas do ordinário demonstram que as normas sociais, em um mundo sem operadores simbólicos, tornam-se uma verdadeira "ordem de ferro".
O ordinário das normas torna-se mais feroz que o Nome-do-Pai - o pai interditor -, pois o correlato deste não é mais o desejo e, sim, o gozo manifestado na defesa indignada da adequação, sempre insuficiente, ao supersocial."

Tania C. dos Santos e Jésus Santiago

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editora Cia de Freud
Autor TANIA COELHO DOS SANTOS, JESUS SANTIAGO, ANDREA MARTELLO
ISBN-13 9788577241255
Edição 1
Ano da edição 2014
Número de Páginas 350
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