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Reforma psiquiatrica, uma realidade possivel - representaçoes sociais da loucura e a historia de uma experiencia

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Reforma psiquiatrica, uma realidade possivel - representaçoes sociais da loucura e a historia de uma experiencia

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Detalhes

Neste trabalho foram investigadas as relações entre a implemrentação da Reforma Psiquiátrica no Brasil e as Representações Sociais da loucura. Reconhecendo o importante papel da História na dinâmica social, foram resgatadas as origens das concepções de loucura na cultura ocidental e sua transformação em objeto do discurso psiquiátrico. Um estudo de caso foi realizado na cidade de Campinas - SP, onde existe uma experiência de Reforma Psiquiátrica, cujo processo de implementação, revela uma mudança nas práticas relacionadas aos usuários dos serviços de saúde mental. A pesquisa de campo permitiu conhecer a realidade da rede de saúde mental da cidade, vivenciar as minúcias de seu cotidiano e testemunhar o dia-a-dia da relação entre profissionais e usuários. A experiência de Campinas tem o mérito de demonstrar a viabilidade da transformação dos modos de cuidar em saúde mental, reafirmando que a Reforma Psiquiátrica não é mais utopia, e sim realidade possível de ser vivida.

Sumário

Summary

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

PARTE I - CONTEXTUALIZANDO A LOUCURA

1.1 A História da Loucura

1.1.1 As várias faces da loucura

A loucura como fruto da intervenção dos deuses

Loucura: a batalha perdida do homem contra suas paixões

A loucura como doença do corpo

1.1.2 A loucura entre Deus e o Diabo

1.1.3 A loucura do cotidiano

1.1.4 O aprisionamento da loucura

1.2 Breve história da Psiquiatria e sua inserção na cultura brasileira

1.2.1 A chegada da Psiquiatria no Brasil

1.2.2 A loucura na Colônia

1.2.3 Nacionalismo e República: as transformações no tratamento da loucura

1.2.4 A ampliação da Psiquiatria no Brasil: do Tratamento Moral à Higiene Mental

1.2.5 A instauração do modelo manicomial e seus contrapontos

1.2.6 A indústria da loucura

1.3 A Reforma Psiquiátrica

1.3.1 Os antecedentes históricos da Reforma Psiquiátrica Brasileira

Primeiro período: as Comunidades Terapêuticas e Psicoterapia Institucional

Segundo período: a Psicoterapia de Setor e Psiquiatria Preventiva

Terceiro período: a Antipsiquiatria e Psiquiatria Democrática Italiana -tradição basagliana-

1.4 A Reforma Psiquiátrica no Brasil

1.4.1 A história de uma luta

1.4.2 O Movimento Social

1.4.3 O estado da arte da Reforma Psiquiátrica Brasileira

Centros de Atenção Psicossocial -CAPS-: o carro chefe da Reforma

Serviços Residenciais Terapêuticos -SRT-: a importância do morar

Reabilitação Psicossocial: a ideia chave para um novo projeto de humanidade

PARTE II - A APROXIMAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DE CAMPINAS: METODOLOGIA DA PESQUISA DE CAMPO

2.1 Reflexões metodológicas

2.1.1 Situando campo de pesquisa

2.1.2 Ajustando teoria e objeto: a abordagem culturalista e monográfica como opção metodológica

2.1.3 A construção do desenho da pesquisa

2.2 O desenho metodológico

2.2.1 A observação participante

Visitas aos serviços da rede

Reuniões de trabalhos e supervisões

Eventos sociais e festas

Eventos políticos e-ou científicos

2.2.2 A memória documentada: consulta aos livros, vídeos, jornais, documentos, registros históricos, processos jurídicos.

2.2.3 As entrevistas: os participantes, a elaboração dos roteiros e o contexto em que foram realizadas

2.2.4 Procedimento de análise dos dados

PARTE III - O QUE A EXPERIÊNCIA DE CAMPINAS NOS REVELA

3.1 Alguns comentários para início de conversa.

3.2 A organização da experiência vivida

3.2.1 A história da saúde mental em Campinas

3.2.2 Os CAPS e o funcionamento da rede

3.3 A saúde mental em Campinas: uma história de transformação do cuidado

3.3.1 De Hospital de Dementes de Campinas a Sanatório Dr. Cândido Ferreira -1924 a 1989-: antecedentes históricos da Rede de Saúde Mental de Campinas

3.3.2 A co-gestão na Saúde Mental. De Sanatório a Serviço de Saúde Cândido Ferreira -1989-1992-

A criação da Unidade de Reabilitação de Moradores: o ponto de partida para outras iniciativas

A criação e trajetória do Hospital-Dia

A criação do Núcleo de Oficinas de Trabalho -NOT-

3.3.3 A construção da Rede de Saúde Mental de Campinas: A criação dos CAPS -de 1992 aos dias atuais-

A criação dos CAPS Integração e Aeroporto: um momento de adversidades

A criação do CAPS Estação

A criação do CAPS Antônio da Costa Santos -CAPS Toninho-

A criação do Núcleo de Atenção à Crise -NAC- e Núcleo de Atenção à Dependência Química -NADEC-

Núcleo de Atenção à Dependência Química -NADEC-

CAPS Esperança: uma história de resistências e aprendizagens

O CAPS Esperança em Nova Campinas

O CAPS Esperança no SSCF e no Taquaral

O CAPS no olho do furacão: algumas reflexões sobre o funcionamento da rede de saúde mental

3.4 Tecendo a rede

3.4.1 As residências terapêuticas em Campinas: o valor da convivência

3.4.2 Centro de Convivência e Arte: aprendendo a delicada arte de conviver

3.4.3 A contribuição da comunicação para a Reforma Psiquiátrica

3.5 A saúde mental em Campinas: uma tentativa de síntese

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A loucura como um fenômeno de Representações Sociais

A ciência e a tentativa de redução da loucura à doença mental

A Reforma Psiquiátrica como reação à internação não justificável do ponto de vista científico, social e ético

A Reforma Psiquiátrica e sua crítica à culturamanicomial

A Reforma Psiquiátrica no contexto brasileiro

O que a experiência de Campinas nos ensina sobre a Reforma Psiquiátrica

À guisa de co nclusão

REFERÊNCIAS

ANEXOS

Anexo 1: Cronologia da Reforma Psiquiátrica brasileira

Anexo 2: Carta de 1996 do Movimento Nacional da Luta Antimanicomial ao Senado

Anexo 3: Histórico da rede de saúde mental da cidade de Campinas

Sobre o Autor

Sobre o Autor

Juliana Garcia Pacheco

Psicóloga e mestre pela Universidade de Brasília. Tem experiência de trabalho na área da Saúde Mental desde 1997, tendo também participado do Movimento social em prol da reforma psiquiátrica no Distrito Federal. Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, da Universidade de Brasília, membro da ELO – equipe de Acompanhamento Terapêutico e do Conselho Regional de Psicologia, 1 região.

Informação Adicional

Informação Adicional

editora Jurua
Categoria S.Saude mental
Autor JULIANA GARCIA PACHECO
ISBN Não
ISBN-13 9788536223193
Edição 1
Ano de Lançamento 2009
Número de Páginas 352
Indisponível no fornecedor Não
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